Biografia de Yasser Arafat

Foi um emblemático líder palestino que assumiu durante grande parte do século XX a luta contra o avanço israelense em territórios considerados palestinos, a defesa do nacionalismo e o direito de seu povo à autodeterminação pela qual lutou até o último dia de sua vida.

Também foi fundamental para a formação da Organização de Libertação da Palestina (OLP), uma coligação partidária e paramilitar que em meados da década de sessenta assumiu o posto de representante exclusiva do povo palestino.

Embora desde o início da OLP mantivesse o objetivo de destruir o estado de Israel por via armada, em meados da década de noventa, moderou sua posição extrema e foi chave para os acordos de paz assinados junto de seu parceiro israelense Isaac Rabin, e o posterior Acordo de Oslo, na qual os dois líderes reconheceram reciprocamente seus respectivos estados e se comprometeram em pacificar a região.

Em 1994, por sua contribuição em favor da paz foi premiado junto com os israelenses Shimon Peres e Isaac Rabin com o Prêmio Nobel da Paz.

Após a proclamação da independência da Palestina em 1988, e depois dos acordos de Oslo entre Israel e Palestina, surgiu a Autoridade Palestina (AP) e apenas em 2013 foi adotado o nome Estado da Palestina.

Presidiu a OLP e a AP até sua morte em 2004

Nasceu no Cairo, Egito, em 1929, no seio de uma família que mesclava ascendência.

A tragédia familiar foi um golpe muito duro em sua infância, sua mãe faleceu quando tinha 4 anos, devido a isso seu pai lhe enviou para morar com um parente materno, pois não podia cuidar da educação de uma família tão numerosa.

Esta situação fez com que odiasse seu pai para sempre.

No final dos anos quarenta, incorporou-se à luta árabe contra Israel, sendo que em paralelo a isso estudava engenharia.

A partir desse momento e até o final de seus dias, lutou contra a ocupação de Israel em territórios palestinos, tornando-o um símbolo desta luta para seu povo.

Em 1993, a comunidade internacional se comoveu diante da notícia da celebração dos Acordos de Oslo, estes "patrocinados" e que contaram com o olhar atento dos Estados Unidos impulsionando Israel, o mais reticente, a sentar-se à mesa das negociações.

A partir daí foi criada a AP como um governo de autonomia para administrar os territórios ocupados por Israel, enquanto este último tinha que garantir a segurança interna dos territórios ocupados

Sem dúvida e nesse momento, o aperto de mãos entre Arafat e Rabin, assistidos por Bill Clinton, o presidente norte-americano da época, foi um importante primeiro passo para a paz na região com uma imagem que deu a volta ao mundo, no entanto, nada de mais aconteceu nos dias futuros...

Dois anos depois, em 1995, Rabin foi assassinado por um extremista judeu que claramente expressou com ódio e violência sua oposição a esta proximidade. Já em 2004, o próprio Arafat faleceu na França, onde havia sido transferido para ser tratado de uma doença.

Embora sua última esposa e vários meios de comunicação árabes duvidaram que sua morte se desse por causas naturais e por abordarem a possibilidade de um envenenamento por polônio, fornecido clandestinamente pelo serviço secreto israelense, até agora não há nenhuma certeza que confirme tal hipótese.

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