Biografia de Virginia Woolf

O movimento feminista em todo o mundo tem Virginia Woolf como uma referência intelectual e pessoal, pois sua trajetória literária e sua vida constituem uma fonte de inspiração. Nasceu em Londres, em 1882, com o nome de Adeline Virginia Stephen, em plena era vitoriana.

A literatura não a salvou da depressão

Aos treze anos, apareceram os primeiros sintomas de depressão após a morte de sua mãe. Um novo episódio ocorreu em 1904 quando seu pai faleceu.

Juntamente com sua irmã Vanessa, instalou-se no subúrbio londrino de Bloomsbury e aos poucos foi rodeando-se de um grupo de intelectuais e artistas que entraram para a história como o grupo Bloomsbury (entre eles se encontravam famosos críticos de arte, professores, economistas e escritores). Tratava-se de um grupo de amigos e intelectuais de reconhecido prestígio que compartilhavam um estilo de vida e alguns ideais. Assim, eram anticlericais, pacifistas, simpatizantes do socialismo, defendiam a liberdade sexual e a igualdade entre os sexos.

Alguns historiadores viram neste grupo um precedente do Maio de 68 e do movimento hippie. A escritora conheceu seu futuro marido, Leonard Sidney Woolf, entre os membros da Bloomsbury e após o casamento obteve o sobrenome de seu marido.

Além de seus estados depressivos e de alguns lances de alucinações auditivas, Virginia Woolf esteve marcada por duas circunstâncias: era uma mulher frígida que duvidava de suas inclinações sexuais e se sentia traumatizada por ser vítima de abusos de seu próprio meio-irmão.

Nos primeiros anos de casamento foi atendida por vários médicos, que lhe aconselharam a levar uma vida tranquila.

Em 1912, tentou suicidar-se tomando uma grande quantidade de comprimidos, devido a isso seu marido admitiu a possibilidade de interná-la em um hospital psiquiátrico

Para saber lidar com suas crises nervosas decidiu dedicar-se intensamente à atividade literária.

Ao longo dos anos, escreveu romances e ensaios como "Orlando", "Senhora Dalloway", "O quarto de Jacob", "Um teto todo seu" e "Ao farol" (neste último romance abordou a luta pelo poder entre homens e mulheres). Apesar das tentativas, a literatura não conseguiu salvá-la de seus problemas mentais.

Um trágico final

A partir de 1935 sua atividade literária foi reduzida significativamente. Em 28 de março de 1941 disse a seu marido que ia descansar um pouco, mas foi até as margens do rio Ouse. Encheu os bolsos do casaco com pedras e entrou na água até morrer afogada. Foi encontrada duas semanas depois por algumas crianças e em sua casa foi encontrada uma carta afetuosa de despedida ao seu marido.

Como outros escritores e artistas que terminam suas próprias vidas, Virginia Woolf se tornou um ícone cultural.

Sua vida inspirou obras de teatro e filmes e seu rosto se encontra estampado e presente nas camisetas e canecas. Não é de estranhar que sua imagem seja um slogan publicitário, pois olhando para seus olhos podemos identificar seu talento e também seu sofrimento.

Imagem Fotolia Franzi

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