Biografia de Tim Cook

Substituir Steve Jobs na direção da Apple não era uma tarefa fácil em nenhuma circunstância. Não pelo enorme ego que possuía ou pela maneira pessoal da qual tratava a empresa, até mesmo por sua habilidade na hora de escolher a tecnologia que integraria seus produtos, mas sim pela autêntica reverência que lhe professavam os seguidores da marca.

Mas na hora da verdade, Cook se mostrava firme no comando e liderava a Apple de tal forma para não perder a época de ouro da companhia de Cupertino.

Sobre Jobs já sabemos muitas coisas graças à sua notoriedade pública (vários filmes foram feitos sobre sua vida na Apple), mas sobre Cook sabemos, em geral, pouco ou nada. Chegou o momento de conhecer algo sobre ele também.

Timothy Donald Cook, mais conhecido como Tim Cook, nasceu no dia 1º de novembro de 1960 em Mobile, no Alabama, o "sul profundo" dos Estados Unidos, no seio de uma família trabalhadora.

Diferentemente de outros empresários e executivos da Silicon Valley que desfrutaram de uma educação primorosa ou que, pelos méritos próprios, puderam estudar nos centros que mais tarde impulsionariam a revolução tecnológica, Cook se formou em engenharia industrial pela Universidade de Auburn em 1982 e em 1988 terminou um MBA pela conhecida Universidade de Duke.

Iniciou no mundo da indústria tecnológica em 1982, na IBM, na época considerado por Steve Jobs como o grande rival da Apple.

Em 1997 teve um curto tempo na Compaq, companhia que esteve apenas seis meses. Em ambas empresas ocupou cargos executivos de responsabilidade.

Foi em 1998 que Steve Jobs lhe propôs trabalhar na Apple

Quando já dirigia a Apple, Cook explicou que aceitou a proposta de Jobs não após uma análise racional de seus benefícios e riscos, mas sim de forma impulsiva, "seduzido" por aquele que considera um gênio da criatividade.

Apesar da decisão impulsiva, aqueles que o conhecem afirmam que Cook é uma pessoa muito lógica, que segue os ditados da mente após uma análise baseadas nas circunstâncias.

Supõe-se uma exceção ao pensamento lógico para tentar uma aventura que na época poderia ser visto como "romântica", mas que com o tempo provou estar certo e sempre possível.

Cook não entrou na Apple em qualquer posto, simplesmente como vice-presidente sênior das operações em todo o mundo.

As decisões que tomava eram focadas, acima de tudo, nos fornecedores de componentes.

Racionalizou toda a cadeia de aquisição, subcontratando a terceiros para fabricar componentes antes realizados pela própria Apple, alterando também a política de estoque.

Com as mudanças introduzidas, a Apple pôde reduzir em grande parte os custos de fabricação, passando a engrossar sua conta de benefícios

Tim Cook pode não ser um visionário em termos de tecnologia, mas é um excelente administrador e um grande especialista em logística, dois aspectos que a Apple deixava a desejar um pouco, mas que melhorou profundamente a partir do momento que ele veio para fazer parte da organização.

No entanto, seu trabalho não tinha o glamour de ser conhecido pelo grande público, por isso sua figura não era tão conhecida fora de certos círculos. Isso fez com que, ao assumir a Apple, fosse um grande desconhecido para o público em geral e inclusive fazer parte da imprensa especializada.

Em 2009, durante a primeira ausência de Steve Jobs por motivos de saúde, Cook assumiu o comando da empresa.

Durante esta e as outras duas posteriores ausências de Jobs por razões médicas, Cook se tornou responsável pelas decisões do dia a dia na Apple, enquanto que as decisões de caráter geral eram tomadas por Jobs.

Em 24 de agosto de 2011, com a renúncia oficial e definitiva de Steve Jobs, Tim Cook se tornou o novo CEO da Apple

Os motivos da sucessão não são agradáveis (a doença de Steve Jobs o levaria em outubro do mesmo ano), mas Cook aceitou a missão e trabalha na Apple fazendo aquilo que mais sabe: minimizar custos, otimizar recursos e aumentar o lucro.

As mudanças que vem introduzindo nas operações diárias da empresa têm facilitado os batimentos de recordes históricos, numa dinâmica de crescimento que parece não ter fim.

No item inovação, Cook aparece novamente como um excelente gestor e, embora a marca da maçã mordida não tenha lançado nenhum formato de dispositivo radical, trouxe pequenas contribuições como o notch dos smartphones que hoje carrega o principal flagship da maioria dos fabricantes, apesar do Essential Phone brilhar antes do iPhone X.

Deve-se destacar que neste artigo não há referências sobre sua vida pessoal. Isto se deve por mantê-la discretamente, exceto por alguns olhares indiscretos.

De caráter solitário, não gosta de divulgar sua vida privada, mesmo assim há pouca informação que contraste sobre ela.

A única exceção que faz a esta rígida política é sua orientação sexual: Tim Cook é declarado gay abertamente. E isso se explica como um gesto comunitário, pois acredita que tal declaração pública pode ajudar a normalizar a situação da comunidade gay em um ambiente em que ainda sofre de muita discriminação, apesar das conquistas obtidas nas últimas décadas.

> Proximo >>>

Buscador