Biografia de Roger Waters

Por ter dedicado toda sua vida à música e poder transformar o mundo através dela, Roger Waters é, sem dúvida, um dos roqueiros e artistas mais importantes e complexos da atualidade. Este típico britânico é extremamente conhecido por suas criações na banda de rock Pink Floyd, mas também por sua carreira solo. Sua história de vida e o particular vínculo com o pai o levaram a meter-se por completo nas reivindicações de justiça e contra os autoritarismos de certos governos.

A figura paterna como construção de sua própria identidade

George Roger Waters nasceu em 1943 em uma família de classe média, onde os luxos não eram abundantes, mas os meios materiais eram suficientes para levar uma vida digna. Seu pai, Eric Fletcher Waters, foi desde a infância até os dias de hoje uma figura importante na vida de Roger, servindo de exemplo mesmo tendo morrido um ano depois do seu nascimento.

A dedicação paterna à luta pela justiça e o pacifismo marcaram nosso protagonista desde a infância, dedicando várias canções e peças musicais em seu nome.

A juventude de Roger foi desenvolvida em ambientes educativos extremamente rígidos, da qual nunca se sentiu confortável, assim procurava escapar das formalidades dos institutos privados criando música com seus colegas Syd Barrett e posteriormente David Gilmour. O vínculo que construiu com o primeiro serviu de base para a fundação do Pink Floyd, um elo marcado durante anos de admiração mútua, mas de muitos confrontos.

O começo da história: Pink Floyd, um antes e um depois

Segundo historiadores e seguidores da banda, o Pink Floyd nasceu em 1965, aos 22 anos de Roger Waters. Esta banda se caracterizou graças à liderança de Waters e Barrett, sendo uma das mais importantes no que diz respeito a um rock inovador, sinfônico e psicodélico. Embora os primeiros anos fossem de provas e erros, com o passar do tempo Roger foi aprimorando cada vez mais sua técnica, tanto no baixo como na criação de letras e melodias que buscavam fugir do popular ou do que era considerado rock and roll. Com a saída de Barrett da banda devido aos seus vícios e ao mau comportamento no palco, os demais integrantes do Pink Floyd receberam David Gilmour e a partir daí a dupla Waters - Gilmour se tornaria uma das mais significativas da história do rock.

No entanto, o sucesso, a fama, o consumo permanente de substâncias alucinógenas e a busca de caminhos diferenciados fizeram com que as diversas brigas entre os integrantes da banda fossem cada vez maiores. Os últimos álbuns do período Waters no Pink Floyd incluem músicas em que Roger impôs quase que de maneira unívoca ao resto dos integrantes, muitos delas baseadas em suas experiências pessoais e lembranças de seu pai, consideradas sublimes e de alto nível pela crítica.

Vinte anos depois de fundar a banda no ano de 1985, Waters finalmente decidiu deixar o Pink Floyd para seguir sua carreira solo. Seu desejo de que a banda não continuasse tocando suas músicas não pôde ser concretizado e por muitos anos o confronto entre as partes manteve o distanciamento. Os álbuns solos de Waters foram considerados por muitos como a verdadeira herança do espírito floydiano.

Uma vida dedicada à luta contra o autoritarismo

Um elemento muito importante na vida de Roger Waters foi sempre o desprezo de qualquer forma de autoritarismo e totalitarismo, especialmente no que diz respeito ao poder dos governos e do Estado em diferentes partes do mundo. Isso o levou a participar de várias reivindicações, inclusive contra o governo de seu próprio país, como aconteceu em sua decisão de apoiar o pedido argentino de soberania sobre as Ilhas Malvinas.

Em vários de seus shows criou cenas e performances visuais vinculadas diretamente à noção de destruição do poder e do abuso dos governos em querer dominar e cegar populações inteiras. Waters, um ateu convencido, também atacou a Igreja e suas diversas formas de abuso durante suas funções e em muitas de suas canções.

Artes Instagram rogerwaters

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