Biografia de Muhammad Ali

É considerado o melhor boxeador de todos os tempos. No quadrilátero, destacava-se por seu jogo de pernas, seu estilo provocador e uma técnica bem refinada. Dentro do ringue se movimentava como uma borboleta e batia com a velocidade de uma abelha.

Nasceu em 1942, na cidade de Louisville, no estado de Kentuchy, e chegou à fama depois de ganhar a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos de 1960 em Roma.

Na maioria das biografias, dizem que jogou sua medalha no rio Ohio como forma de protesto, quando foi proibido de entrar em um restaurante porque este não era um lugar para negros (alguns biógrafos afirmam que esta história não é mais do que uma lenda urbana criada pelo próprio Ali).

Um mito esportivo e um lutador pelas liberdades civis

No campo profissional, conquistou o título de campeão mundial em 1964 derrotando Sonny Liston. As lutas contra Foreman, Frazier e Norton também se tornaram famosas. Em seu registro como amador obteve 100 vitórias e 5 derrotas, já como profissional só perdeu 5 combates dos 66 disputados.

Em meados dos anos 60, renunciou a seu verdadeiro nome (Cassius Clay) e se converteu à religião muçulmana. Os biógrafos de Ali afirmam que os primeiros contatos com a Nação do Islã se devem à sua amizade pessoal com Malcom X. Nesta época, os Estados Unidos estavam imersos na Guerra do Vietnã e Ali se negou alistar no exército declarando-se objetor de consciência. Foi castigado por isso e durantes três anos não pôde boxear.

Para a comunidade afro-americana foi muito mais que um boxeador.

Com sua retórica, lutou a favor dos direitos civis e chegou a ser um símbolo nacional contra a Guerra do Vietnã

Era requisitado pela televisão porque dava um espetáculo e não se calava. Tinha fama de fanfarrão e, de fato, proclamava-se como "O melhor". Nos últimos anos como profissional, seu médico pessoal lhe aconselhou a aposentar-se do boxe, mas Ali ignorou o pedido.

Perdeu 3 de suas últimas 4 lutas e começou a manifestar os primeiros sinais de uma doença cerebral. Em 1984, foi diagnosticado com a doença de Parkinson e sofreu seus efeitos durante 30 anos.

Muhammad Ali tinha todos os ingredientes perfeitos para tornar-se um mito: desportista, polêmico e antissistema. Apesar dos tremores provocados por sua doença, teve a coragem de acender a chama olímpica durante a inauguração das Olimpíadas de Atlanta em 1996.

Em 2001, sua vida foi levada ao cinema com o título "Ali". Em uma das filmagens, o ator principal, Will Smith, recebeu a ilustre visita do autêntico Muhammad Ali.

No funeral, em sua cidade natal, os restos mortais do boxeador foram levados por oito homens, entre eles Lennox Lewis (ex-campeão mundial dos pesos pesados e medalhista olímpico) e o ator Will Smith.

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