Biografia de Muammar al-Gaddafi

A complexa região do Oriente Médio tem dado à humanidade um grande número de belezas culturais e avanços tecnológicos. No entanto, tem sido também o berço de alguns dos personagens políticos mais rígidos e polêmicos da história. Entre eles, podemos destacar Muammar al-Gaddafi, um dos últimos ditadores que transformaram o poder em uma desculpa para tentar moldar o mundo a seu favor. Como ocorrido com outros líderes da região, sua morte, embora celebrada pelos povos que se encontravam livres, trouxe desordem e caos a uma Líbia inserida no vazio do poder.

Quando a família e a tradição política marcam o destino de uma pessoa

Como vemos nas biografias de muitas pessoas das quais falamos aqui, o caso de Muammar al-Gaddafi (sob o nome de Muammar Muhammad Abu-minyar al-Gaddafi) é o de uma pessoa cuja identidade esteve claramente marcada e determinada pela família e sua origem. Seus pais e antepassados diretos mantiveram uma importante tradição nômade e berbere, além de sempre tomarem consciência da importância de defender os territórios onde viviam diante do avanço de potências estrangeiras. Muammar nasceu em 1942 na Líbia e desde então seu destino estaria ligado à luta e defesa de seu país.

A vida de revolta de seu país e o contexto da Guerra Fria durante sua infância e juventude lhe aproximaram desde cedo à ideia de que o povo líbio deveria proteger-se contra os ataques e a invasão dos países ocidentais. Assim, aproximou-se de grupos políticos libertários e até mesmo anarquistas, algo muito comum para as gerações jovens que na década de 1960 viviam com esperanças em relação ao processo de descolonização da África e do sudeste asiático. Isto lhe rendeu grandes problemas com o campo militar da qual pertencia, mas sua inteligência e capacidade de liderança soube combinar ambas as dimensões em uma só.

A revolução e a ditadura: sua história pessoal se torna a história de um país

O interessante sobre a história de Muammar al-Gaddafi é que assim que teve a oportunidade de tomar o poder se transformaria no oposto do que havia sempre lutado. Em 1º de setembro de 1969 realizou um golpe de estado contra o rei da qual os países ocidentais haviam tentado colocar no poder para manter a região tranquila. Ao assumir o governo, Gaddafi tomou várias resoluções que impactariam totalmente o estilo de vida da Líbia ao longo de mais de 40 anos. Entre essas resoluções estaria a anulação de partidos políticos de qualquer tipo.

No entanto, durante seu governo, Gaddafi tomou a decisão de beneficiar o povo líbio com o propósito de aumentar seu poder: de liberdade às mulheres em uma região dominada pelo Islã e proporcionou o crescimento da economia nacional frente ao poder das potencias estrangeiras; estas foram apenas algumas mudanças de sua época.

Com o passar dos anos, Gaddafi manteve relações estreitas com os países africanos, especialmente o Egito, e relações muito agressivas com os territórios que apoiavam o Ocidente

Já nos anos 2000, sua força se consolidou na região a partir da guerra dos Estados Unidos contra o Oriente Médio e permaneceu como um dos últimos líderes autóctones árabes. No entanto, os longos anos de poder autoritário, as liberdades civis limitadas e seu vínculo com o terrorismo fez com seu governo começasse a enfraquecer.

Sua morte aconteceu no ano de 2011 no meio de uma guerra civil incontrolável que o levou a tentar fugir do país. Ferido por aviões da OTAN e executado pelo próprio povo, sua figura ficará para sempre na memória como um dos personagens mais impressionantes e tenebrosos dos últimos tempos.

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