História de Morfeu Deus dos Sonhos

Com a expressão "Cair nos braços de Morfeu" a palavra morfeu ou mundo onírico adquire seu verdadeiro significado se retornarmos a uma das histórias mitológicas dos gregos antigos, o mito de Morfeu.

Genealogia de Morfeu

Caos teve dois filhos Érebo e Nix, o Deus da escuridão e a Deusas da noite, respectivamente. Ambos tivera dois filhos: Tânatos, o Deus da morte e Hipnos, o Deus dos sonhos.

Hipnos se uniu com Pasífae, a Deusa das alucinações, e tiveram três filhos: Morfeu que representa os sonhos das formas humanas, Fobetor que simboliza os pesadelos e a presença dos animais nos sonhos e Fântaso que se refere aos seres inanimados que aparecem no mundo dos sonhos.

Breve descrição do mito

Alcíone era filha de Éolo, o Deus dos ventos. Casou com Ceice, o rei dos Traquis e filho de Lucero del Alba. Quando Ceice se afogou após um naufrágio, sua esposa já sabia do ocorrido através de um sonho, pois Morfeu se aproximou a ela enquanto dormia e lhe fez a revelação.

Em outras histórias, o Deus Morfeu aparece nos sonhos das pessoas para revelar os segredos dos deuses. Quando Zeus percebeu que os homens podiam conhecer os segredos dos Deuses pela intervenção de Morfeu se irritou e decidiu matá-lo.

O mundo dos sonhos a partir da perspectiva da teoria psicanalítica

Os sonhos continuam sendo um mistério não resolvido, pois não temos ainda uma explicação definitiva sobre a função que têm e qual o seu verdadeiro significado.

Psicanalistas como Freud e Jung afirmam que os sonhos são conteúdos mentais diretamente relacionados ao inconsciente

Assim, nossa consciência racional não pode entender diretamente a realidade do inconsciente e todos os seus instintos reprimidos, mas através da interpretação dos sonhos é possível acessar a mente inconsciente e dar-lhe um sentido.

Para a teoria psicanalítica, o relato de alguns sonhos é um símbolo de um desejo reprimido. Assim, aquilo que reprimimos de maneira consciente no mundo real, deixa de ser reprimido no mundo dos sonhos.

Desta maneira, os sonhos apresentam dois conteúdos: aquilo que realmente sonhamos e o que pretendemos expressar com o sonho (para Freud o primeiro conteúdo é manifesto e o segundo é latente).

Imagem: Fotolia. Sergey Nivens

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