Biografia de Milton Friedman

Não é surpresa observar que alguns dos mais importantes pensadores e economistas liberais do século XX são os norte-americanos, um país onde a liberdade individual sempre teve grande força. Um dos casos mais representativos de tal condição é o premiado e reconhecido Milton Friedman. Suas contribuições para a liberdade de mercado e especialmente suas críticas ao keynesianismo o tornaram um marco de consulta e aprendizagem para muitas figuras internacionais da área.

Origens judaicas e a construção de seu próprio caminho profissional

Milton Friedman nasceu em 1912 na cidade de Nova York, uma metrópole por excelência da nascente potência dos Estados Unidos. Suas origens fazem parte de uma família judaica que teria escapado das calamidades da vida no leste europeu e que conseguiu estabelecer na nova terra prometida o desenvolvimento de atividades comerciais.

A possibilidade de encontrar uma melhor vida nos Estados Unidos permitiu que sua família lhe oferecesse oportunidades de estudo, um fenômeno que ainda era um privilégio para muitas crianças no país.

Seu interesse pelo estudo e a dedicação que tinha desde a infância fizeram com que Milton lentamente começasse a destacar-se e ser reconhecido por suas habilidades, especialmente na área da matemática. Aos vinte anos, Friedman se formou na Universidade de Rutgers, onde terminaria sua especialização em Matemática e Economia, fazendo com que se destacasse diante dos especialistas pesquisadores da época.

Sua teoria sobre o consumo e as críticas a Keynes como única forma possível de sair da crise

O trabalho deste importante economista foi o foco durante sua vida profissional, especialmente na defesa do consumo como parte dos direitos do indivíduo. Assim, apontou que a crise econômica não era o principal inimigo do consumo, mas sim a inflação. Neste sentido, estabeleceu que as políticas keynesianas de um emprego íntegro e os aumentos salariais eram insustentáveis, mas que estavam destinados inevitavelmente às grandes crises inflacionárias que terminariam prejudicando ainda mais a economia.

Seus princípios sobre a criação restrita de empregos se baseavam na ideia de que uma cota de desemprego é sempre esperada em todas as economias e que qualquer outra possibilidade é fantasia.

O consumo, os impostos, a liberdade de mercado foram alguns de seus principais interesses

Suas escrituras sobre esses assuntos lhe tornaram uma figura retomada e seguida por inúmeros economistas e políticos (inclusive por governos), assim como lhe asseguraram o Prêmio Nobel de Economia em 1976.

Friedman morreu em 2006, mesmo assim após dois anos de seu falecimento, seus estudos continuaram sendo úteis para sair da poderosa crise da economia norte-americana em 2008.

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