Biografia de Michel Foucault

Dos mais altos picos da filosofia ocidental para todo o mundo, Michel Foucault construiu uma trajetória de grande potência na qual estabeleceu novos conceitos e levantou um olhar crítico em direção ao mundo de controle e supervisão. Suas principais contribuições tiveram a ver com a análise das sociedades modernas que permanecem claramente vigentes, apesar de seus textos serem anteriores à explosão da Internet e aos novos meios de comunicação.

De Poitiers para o mundo inteiro: o alcance de suas ideias

Michel Foucault nasceu no interior da França no início do século XX. Suas principais obras e teorias tiveram especial importância e reconhecimento na década de 1960, embora continuem sendo lidas até hoje. Ao longo de sua juventude mostrou capacidades para o estudo das ciências sociais e seus trabalhos mostraram uma combinação de contribuições da psicologia, da antropologia e da sociologia, além da filosofia que obviamente era sua área de especialização.

Seu interesse acadêmico esteve desde cedo ligado às instituições sociais e ao controle que as mesmas exercem de maneira invisível sobre os cidadãos. Neste sentido, trabalhou sobre o conceito de panoptico, isto é, uma estrutura que ele mesmo definiu como de supervisão total, característica das sociedades modernas desde o século XVI que se tornou especialmente clara em instituições como prisões e hospícios. Para ele, o controle estatal e a dominação sobre nossos espaços e vidas não se limitava aos corpos, mas se estendiam às mentes, por este motivo, a autocensura foi definida por este filósofo como uma forma de supervisão onipresente.

O público se mete em sua vida privada

Michel Foucault morreu em 1984 por problemas causados pelo HIV e pela AIDS, dos quais já haviam sido diagnosticados. Sua opção sexual foi aproveitada por muitos filósofos e pensadores da época para denegrir sua imagem. No entanto, sua enorme contribuição transcendeu as barreiras do tempo e, quarenta anos depois, seu compromisso com a crítica aos setores de poder tradicional e ocidental o levaram a criar escrituras e teorias das mais poderosas.

Ao longo de seus últimos anos, desenvolveu uma profunda admiração pela revolução iraniana, da qual provocou grandes mudanças no funcionamento dos países do Oriente Próximo e que pelo menos por algum tempo suscitaram uma esperança de transformação. Abordou este processo histórico como jornalista e a partir de sua observação elaborou teorias e escrituras sobre o papel do Ocidente como dominador do mundo e a necessidade de encontrar um objetivo para o mesmo.

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