Biografia de Mary Wollstonecraft

Enquanto que para muitos o feminismo é um fenômeno puramente atual, as ideias que deram forma a este movimento social e político podem ser encontradas se voltarmos séculos atrás. Uma das figuras que melhor expressou a base deste pensamento que busca alcançar a igualdade entre homens e mulheres foi a filósofa e pensadora inglesa Mary Wollstonecraft, uma mulher valente e determinada que escreveu inúmeros textos em favor dos direitos das mulheres em uma época que o futuro se encontrava ainda estava bastante obscuro.

O interesse e o talento pelas palavras escritas que marcaram sua juventude

Como era de se esperar, o fato de a protagonista desta história poder escrever e dedicar-se ao mundo das letras já nos diz muito sobre sua origem. Em pleno século XVIII, receber educação e participar de ambientes acadêmicos era definitivamente um privilégio, especialmente para uma mulher. Membro de uma família de bom poder econômico, Mary se interessou desde pequena pela leitura e pela escrita, isso que seria o detalhe que tornaria sua vida um legado para as gerações vindouras.

Já nos primeiros anos de vida adulta, dedicou-se a trabalhar em casas de famílias abastadas como governanta e professora das crianças, embora muitas vezes suas ideias acabassem incomodando os donos do lar e tivesse que mudar de família. Foi nesta época que começou a entender que as oportunidades de trabalho não eram as mesmas para homens e mulheres; foi aí que colocou todas estas frustrações por escrito.

Viagens, desencontros amorosos e a literatura como salvação

Em busca constante de sua identidade pessoal, a escritora realizou várias viagens a Londres e Paris na esperança de encontrar respostas para seus interesses e desejos. Em ambas as cidades, que são centros artísticos e culturais da Europa, manteve relações fracassadas com vários homens, assim, a dor de tais rompimentos só pôde ser apagada com amor pela literatura e pelos textos escritos.

Mesmo sendo rica teve uma vida difícil junto de seu marido, o escritor William Goodwin, pois quando estava grávida de sua segunda filha descobriu uma infecção no bebê que lhe tirou a vida em poucos dias. Esta situação gerou grande revolta na época já que ambos eram bem conhecidos pelo público.

O legado de Mary foi assegurado pelo amor que William tinha por ela e o levou a publicar várias escrituras sobre sua esposa. Entre elas, encontramos inúmeras dedicadas à vida da mulher, seu papel na família e os direitos que todas as mulheres têm iguais aos homens.

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