Biografia de Mary Shelley

Poucas autoras e escritoras foram capazes destacar-se num mundo tradicionalmente dominado por homens e pelo olhar masculino, porém Mary Shelley conseguiu. Parte de um dos momentos mais importantes da literatura britânica, esta grande escritora é lembrada mais particularmente por seu romance mais famoso: "Frankenstein ou o moderno Prometeu".

Esta obscura e comovente obra, focada basicamente na própria Humanidade, é um dos textos mais poderosos da história da literatura do Ocidente.

Uma herança que marcou sua vida

Mary Wollstonecraft Godwin Shelley nasceu no ano de 1797, em Londres, na Inglaterra. Sua vida esteve marcada desde cedo pela importante figura de sua mãe, Mary Wollstonecraft, uma líder feminista que deixou para sua filha uma forte propensão à literatura, ao pensamento e especialmente por romper com os papéis sociais esperados para uma mulher dessa época.

Apesar de ter falecido pouco depois do nascimento de Mary, a mãe desta escritora esteve sempre presente através de seus ideais, textos e olhar único. Tanto seu pai como sua futura madrasta estimularam Mary a desenvolver seus talentos criativos e a ter acesso a uma educação de qualidade, algo absolutamente fora do comum para uma garota do final do século XVIII.

Desde muito jovem se apaixonou profundamente por Percy Bysse Shelley, um jovem poeta com quem compartilhava o amor pelas letras e o mundo da literatura. A união com o artista significou para Mary grandes complicações no vínculo com seu pai, pois ele não aprovava a relação por achar que o poeta levaria sua filha para o mau caminho, assim como não gostava do neto. Mary e Percy decidiram deixar Londres e continuar a vida na França, mas as coisas não foram tão fáceis para nossa protagonista.

A decepção e o poder da criação

Tal como ocorre em sua obra-prima, mais conhecida popularmente com o nome abreviado "Frankenstein", Mary Shelley viveu nos anos de sua vida adulta inúmeras decepções com seu parceiro, o poeta Percy Shelley. Seus dias se passavam com dor por diversas situações e pelo desejo de escapar dos padrões do amor tradicional e romântico que o mundo masculino lhe impunha. Tentou aceitar o amor livre, mas sofreu com traições e os relacionamentos extraconjugais de seu parceiro.

Foi assim que decidiu colocar seu poder e sua força criativa na escrita de um romance que - por incrível que pareça - nasceu das cinzas e se transformou em algo absolutamente mágico e inesperado

Há registros que contam que o nascimento desta obra ocorreu no contexto de uma competição proposta pelo famoso escritor inglês Lord Byron, durante um jantar compartilhado por Mary, seu esposo e outros personagens.

Desde a publicação do livro em 1811 até os anos finais de sua vida, Mary dedicou seus dias escrevendo contos e diários pessoais sobre as viagens compartilhadas com seu filho.

Acredita-se que sua morte foi por causa de um tumor cerebral, mas nos últimos tempos teve que suportar inúmeras complicações, razão pela qual não há certeza sobre o motivo de sua morte.

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