Biografia de Martin Luther King

A história do líder máximo e referência histórica da luta pelos direitos civis nos Estados Unidos é claramente uma das mais interessantes para aprender e conhecer. Martin Luther King foi um pastor batista que com seu carisma, clareza de conceitos e coragem soube conquistar um grande número de adeptos e seguidores que transformaram sua luta em algo revolucionário. Fervoroso defensor da paz, King enfrentou certos poderes do alto escalão que acabaram lhe custando à vida, mas mesmo assim não conseguiram exterminar seus ideais.

O começo de uma longa jornada rumo à liberdade

Todos sabem que o problema racial é ainda hoje uma realidade sólida nos Estados Unidos. Esta problemática chegou a um ponto importante da história quando na década de 60 líderes como Martin Luther King e Malcom X começaram a organizar de modo cada vez mais sistemático e irreprimível a luta pelos direitos das minorias raciais americanas.

Mas King não tinha uma origem de poder, nem uma posição econômica elevada. Era simplesmente um pastor seguido por uma comunidade que aos poucos se tornou uma figura de peso histórico lembrado até hoje. Desde criança, em sua terra natal, a Geórgia, King entendeu na própria carne que apesar de os Estados Unidos serem a terra da liberdade, essa tal liberdade proclamada nos livros e na história não era destinada a todos. Os negros, descendentes de escravos africanos trazidos pela força ao Novo Continente, em pleno século XX, viviam em condições de muita opressão e desigualdade.

Uma luta que não pode mais ser revertida

Um dos legados mais importantes de King foi levar sua luta a todo país. Isto significa que, embora os estados com maior opressão das minorias afro-americanas estarem localizados no sul do território, seu compromisso não se limitou a essas áreas e passou a ser conhecido em todos os lugares. Isso provocou inúmeros problemas para este pastor que teve que colocar corpo e alma em uma luta que implicava a possibilidade de vida de outras pessoas.

Com esta postura revolucionária, King desenvolveu uma estratégia de luta baseada no não confronto, algo que muitas vezes lhe rendeu críticas de ativistas mais aguerridos. No entanto, isso lhe permitiu que chegasse a mais pessoas e se tornasse um ícone da luta pela paz, marchando por diversos estados de forma pacífica e aderindo cada vez mais adeptos.

King entregou sua vida adulta a esta luta, da qual implicou muitas vezes em problemas familiares e pessoais. E finalmente, em 1968, alguns anos após o início de sua luta, King foi assassinado por um fanático segregacionista branco que temia o avanço dos direitos dos afro-americanos. Assim, transformou-se em herói e mártir e sua luta é vista como um fenômeno histórico inesquecível.

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