Biografia de Marie Curie

Ninguém pode duvidar dos importantes avanços científicos ocorridos no século XIX, especialmente na segunda metade. Neste cenário, Marie Curie se tornaria, graças a suas conquistas, uma das mais importantes cientistas da história, ocultada e silenciada por muito tempo pelo simples fato de ser mulher. Suas contribuições tiveram a ver com o trabalho de elementos radioativos que serviam, entre outras coisas, para os estudos radiológicos na medicina.

Uma família ampla e um ambiente hostil

Sob o nome de Maria Salomea Sklodowska, Marie Curie nasceu no ano de 1867, na cidade de Varsóvia, Polônia. Até então o território se encontrava sob o poder da figura do czar russo e, portanto, a qualidade de vida dos trabalhadores era muito ruim ou empobrecida. Tal era o caso da família de Marie: seus pais se dedicavam a trabalhos simples dos quais não permitiam dar a ela e a seus outros quatro irmãos mais do que o necessário. A educação recebida por Marie de criança era absolutamente clandestina, pois este era considerado um privilégio exclusivo das grandes elites.

Em sua adolescência se viu marcada pelo desejo de aprender e de sua curiosidade. Muitas vezes teve o acesso negado às escolas pelo fato de ser mulher. Apesar dos impedimentos, continuou tentando desenvolver o conhecimento e junto de sua irmã conseguiram através de instituições não oficiais. Em sua juventude começou o ensino superior, conhecido até então como universidade flutuante, ou seja, uma instituição que não era reconhecida, mas que dava a possibilidade de aprender às pessoas na qual o sistema educativo oficial russo não dava permissão.

A França como nova pátria e a transformação da história

Devido às péssimas condições de vida experimentadas na Polônia, Marie decidiu mudar para a França junto de sua irmã no ano de 1891, assim pôde ter acesso ao estudo pela primeira vez em sua vida através de instituições reconhecidas. Neste mesmo ano, começou a estudar física, química e matemática na importantíssima Universidade de Paris e chamou a atenção desde o primeiro momento por ser uma mulher que não passava das três dezenas em toda a instituição.

Três anos depois de iniciar seus estudos, Marie já trabalhava no laboratório da própria instituição analisando as propriedades físicas e químicas de certos elementos.

Seu prestigioso trabalho lhe aproximou de um mundo até então reservado aos homens e lhe abriu caminhos especialmente a seu talento e inteligência

Entre suas principais conquistas está o isolamento do rádio em 1910. Isso pôde ser feito junto de seu marido, Pierre Curie, companheiro de área e disciplina científica.

Tanto em 1903 como em 1911 recebeu Prêmio Nobel, no primeiro caso pela área de Física e no segundo por seu trabalho em Química. Em 1934 faleceu, acreditam que foi por causa de sua exposição contínua à radiação em seu trabalho. Junto com Pierre Curie, teve duas filhas, Irene e Eve.

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