Biografia de Marco Aurélio

Na Antiga Roma Imperial, a possibilidade de encontrar imperadores que mesclaram de modo simbiótico a estratégia militar, a capacidade de governar e o amor pela cultura, pela filosofia e as artes não era comum. Marco Aurélio foi um dos casos mais emblemáticos dessa descrição já que durante o seu reinado, Roma alcançou níveis de prestígio muito importantes, assim como procurou desenvolver e incentivar as artes e a cultura.

Um destino marcado e a participação na história

Marco Aurélio pertenceu à dinastia dos imperadores romanos, conhecida como Antonina. Na própria família apareceram outros importantes imperadores como Adriano e Trajano. Foi a dinastia que mais durou no poder e muitos de seus governantes foram lembrados pelas grandes contribuições realizadas ao crescimento do poder romano.

Apesar de fazer parte de uma família poderosa, especialmente pela herança materna, Marco Aurélio estabeleceu a filosofia estoica que envolvia um estilo de vida despojado dos bens materiais e focada no crescimento espiritual.

Da mesma forma que aconteceu muitas vezes no cenário político romano, Marco Aurélio foi adotado por seu avô, Marco Annio Vero, após a morte de seu pai. Assim, através de seu pai adotivo, recebeu preparo e formação para poder encarar as tarefas de alguém destinado ao trono.

Um governo compartilhado e a decisão de transformar Roma

Uma das principais características do governo de Marco Aurélio foi o fato de ser, pelo menos por um tempo, compartilhado com Lucio Vero, filho adotivo do imperador precedente. Embora, na prática, aquele que detinha o maior poder e que realmente tomava as decisões era Marco Aurélio, a presença de Lucio Vero significou novidade numa época em que os imperadores estavam acostumados a concentrar todo o poder em sua pessoa. Vero manteve lealdade ao seu cogovernante até a sua morte.

Ao longo de seu reinado, Aurélio enfrentou inúmeros conflitos externos com povos que se encontravam nas redondezas dos limites imperiais

A sociedade romana permaneceu relativamente organizada para a época e acredita-se que a presença de grupos cristãos não foi um problema durante seu governo.

Durante suas campanhas e o tempo fora de Roma, Marco Aurélio escreveu suas memórias incorporando-as à sua filosofia de vida e ao interesse pelo cultivo de um espírito distante de luxos e riquezas.

Morreu no ano de 180 e foi sucedido por seu filho Cômodo, um imperador que não soube manter a liderança de seu pai.

Imagem Fotolia. josemad

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