Biografia de Leni Riefenstahl

Os totalitarismos do século XX utilizaram várias formas de arte como ferramentas de propaganda, neste contexto alguns artistas demonstraram sua genialidade como criadores. Os líderes bolcheviques exaltaram a Revolução de 1917 com filmes de Eisenstein e os nazistas projetaram uma imagem idílica do nacional-socialismo graças ao brilhantismo da cineasta alemã Leni Riefenstahl (1902-2003).

A cineasta do Terceiro Reich

Ela começou sua carreira profissional como dançarina clássica na cidade de Munique, no início da década de 1920. No entanto, uma lesão no joelho travou sua trajetória nos palcos. Então, ela iniciou uma carreira como atriz e em pouco tempo alcançou a fama nas telonas interpretando mulheres atraentes e aventureiras.

Quando o Terceiro Reich chegou ao poder passou a ficar por trás das câmeras e fundou sua própria produtora. Como cineasta, destaca-se por dois documentários: "O triunfo da vontade" e "Olimpíadas".

Do ponto de vista artístico ambos são considerados autênticas obras-primas. Durante o nazismo manteve uma relação estreita com os líderes alemães, na verdade, várias de suas obras foram encomendadas pelo próprio Adolf Hitler.

Em suas memórias, contou como em 1932 ficou fascinada pela oratória e pelo carisma do Führer

Alguns historiadores afirmam que Hitler e Leni Reinfestahl mantiveram uma relação sentimental.

Nos anos 30 ela recebeu uma oferta de Hollywood, mas sem sucesso devido a uma razão: a pressão dos judeus dos Estados Unidos, que a consideravam uma propagandista da Alemanha nazista. No final da Segunda Guerra Mundial foi considerada cúmplice do Terceiro Reich e permaneceu durante três anos em diferentes prisões. Posteriormente, foi confinada em um manicômio com o propósito de "curar" sua ideologia.

Nos anos seguintes tentou retomar sua carreira no mundo do cinema, mas encontrou todo tipo de obstáculo e resistência política. Apesar de renegar o nazismo e desconhecer o extermínio judeu, sempre foi lembrada por sua colaboração ao regime nazista.

Durante anos viveu com os índios Nuba do Sudão.

Afastada do cinema, mudou de ramo e passou a dedicar-se à fotografia, permanecendo-se ativa até o final de seus dias

Com suas reportagens sobre os nubas africanos e o mundo submarino recuperou fama e prestígio.

Em 2002, organizou uma festa extraordinária para comemorar seu centésimo aniversário e no ano seguinte faleceu em seu país natal. Até o último momento esteve acompanhada de seu parceiro, um homem 42 anos mais jovem que ela.

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