Biografia de Jean Paul Sartre

Referência quase indiscutível da escola filosófica conhecida como existencialismo, o pensador francês Jean Paul Sartre foi claramente um dos intelectuais mais significativos e valiosos do século XX. Suas ideias revolucionaram para sempre a história da filosofia e da cultura ocidental em geral. Além disso, serviram de base para a importante mobilização estudantil conhecida como Maio de 68. Trabalhou em conjunto com sua esposa, a renomada filósofa Simone de Beauvoir.

Os Estudos e a intelectualidade como forma de vida

Jean Paul Charles Aymard Sartre nasceu no dia 21 de junho de 1905, na bela cidade de Paris, França. Tinha uma família privilegiada, mas a morte prematura de seu pai (quando ele ainda era um bebê) fez com que a mãe de Jean Paul se desajustasse a essa realidade e pedisse ajuda a seus parentes. Foram os avós maternos que incentivaram Jean Paul a dedicar-se aos estudos, por notar suas habilidades interessantes no que diz respeito à leitura e à compreensão de textos.

Completou seus estudos na Escola Normal Superior de Paris, onde recebeu seu título de Doutor em Filosofia, no ano de 1929. Nesta área aperfeiçoou suas ideias, prestando atenção especial aos trabalhos de filósofos como Karl Marx, Soren Kierkegaard, Immanuel Kant, entre outros. Ali também conhecera sua companheira e esposa: Simone de Beauvoir. Juntos, trabalharam em diferentes obras e artigos compartilhados.

As ideias que marcaram uma geração

Uma das características do pensamento sartriano é seu existencialismo. Isto significa que Jean Paul acreditava firme e profundamente na liberdade humana, portanto, a essência de sua existência era lidar com a angústia de tal liberdade. Ser livre, aquilo que é visto normalmente como algo elementar e básico para qualquer ser humano foi refletido nos textos de Sartre em uma responsabilidade que transformava o ser humano no único ser responsável de si mesmo.

Durante a vida adulta Sartre se aproximou do comunismo e das ideias de esquerda, participando ativamente das lutas da época que, na década de 1960, tinham uma força particular e determinavam o ritmo da política. Suas ideias serviram de inspiração para os jovens que participaram do famoso Maio Francês de 1968.

Em 1964, recebeu o Prêmio Nobel de Literatura por suas contribuições à cultura mundial, mas o rejeitou porque considerava que as instituições humanas não deviam intervir na criação e propagação da cultura.

Faleceu em 1980 devido a uma doença grave que o fez parar de trabalhar. Seu legado é sem dúvida um dos mais relevantes do século XX.

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