Biografia de Jackson Pollock

Referência da arte e da pintura no século XX, o norte-americano Jackson Pollock, foi sem dúvidas aquele que contribuiu com elementos de criatividade, desconstrução e reformulação dos padrões da arte plástica conhecidos até hoje.

A vida deste inesquecível artista foi sempre motivo de debate, pois tinha tendência à reclusão e à solidão, portanto havia dificuldade por parte dos especialistas em analisar a origem e a razão de suas obras. Seu trabalho foi classificado como expressionismo abstrato, uma das mais vanguardas artísticas mais impressionantes dos últimos tempos.

Wyoming, sendo o berço de uma mente fantástica e entristecida

Para começar a entender a história do grande Jackson Pollock, podemos dizer que seu nascimento ocorreu no ano 1912, no estado de Wyoming. A partir daí passaria por vários estados do país na tentativa de seus pais encontrarem uma melhor situação econômica. Ambos eram trabalhadores rurais e artesãos. Quando adolescente tentou entrar nas escolas de arte da Califórnia, mas perdeu a chance de terminar seus estudos devido ao seu mau comportamento e atos de rebeldia.

Foi em 1930, na cidade de Nova York, que entraria para um mundo muito mais complexo e cativante: o mundo da arte fora do circuito acadêmico. Com importantes influências, tais como de Thomas Hart Benton e do próprio David Siqueiros, Pollock conheceu a técnica do muralismo e principalmente o estilo regionalista que caracterizou a obra dos mencionados artistas.

No entanto, ainda faltavam alguns anos para que pudesse desenvolver seu próprio estilo, aquele conhecido pela pintura derramada nas telas.

A técnica do gotejamento e o sucesso como artista

Um dos elementos mais marcantes nas obras de Jackson Pollock é sua técnica desenvolvida chamada de "dripping" (em inglês) ou "gotejamento". Esta técnica consistia em suaves respingos de tinta com cores diferentes sobre uma tela disposta no chão.

Suas obras mais famosas seguindo esta técnica são: "Número 5" (1948), "Número 8" (1948), "Mural em Terra Vermelha Indígena" (1950), "Número 7" (1951) e “Polos Azuis” (1952). Todos esses trabalhos seguem a técnica mencionada e são hoje consideradas obras milionárias.

Pouco se sabe sobre a vida privada deste artista, pois como já mencionamos passou grande parte de sua vida adulta enclausurado em seu ateliê na cidade de Nova York ou na oficina que criou dentro de um estábulo, parte da propriedade que comprou graças à ajuda de uma amiga. Ali foi morar com sua esposa, a artista Lee Krasner, com quem se casou em 1945. Sabe-se que Jackson Pollock sofria profundamente com o vício do álcool e que sua personalidade era errática, tornando-se uma pessoa de difícil convivência.

Em 1956, Pollock morreu tragicamente em um acidente de carro devido ao seu estado de embriaguez.

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