Biografia de Idi Amin

Durante os oito anos em que Idi Amin permaneceu no poder, em Uganda, ganhou merecidamente a fama de homem sanguinário e desumano. Seu regime de terror é lembrado como um dos mais brutais do século XX.

Nasceu em 1925, em uma família de camponeses da etnia Kakwa e em sua juventude se alistou no exército quando seu país ainda fazia parte do império britânico. Em seu primeiro período como militar, praticou seu hobby favorito, o boxe. Em 1971, deu um golpe de estado contra a ditadura do presidente Milton Obote, mais conhecido pelo apelido de Big Daddy.

Um regime de terror e sangue

Durante o período que governou o país, os membros da oposição foram presos e aproximadamente 300.000 pessoas foram mortas (as decapitações de seus inimigos foram televisionadas ao vivo e os executados foram obrigados a vestir roupa branca para que o sangue pudesse ser visto melhor). Em 1972, mais de setenta mil imigrantes asiáticos, indianos e judeus foram expulsos do país.

Em 1973, Idi Amin aprovou a poligamia e as mulheres de seu harém pessoal sofreram todo tipo de tortura e abuso. Em 1976, a Grã-Bretanha rompeu relações diplomáticas com sua antiga colônia, pois um refém britânico detido por terroristas palestinos foi assassinado em circunstâncias estranhas no aeroporto da capital ugandense.

Durante seu mandato, vários ministros do governo de Uganda tomaram a decisão de exilar-se, pois tinham medo de ser executados

Seu período como ditador terminou em 1979 após um golpe de estado da Frente de Libertação Nacional de Uganda. Foram encontradas cabeças decepadas de alguns de seus inimigos dentro das câmaras frigoríficas do palácio presidencial. Antes do governo de Idi Amin, Uganda era um país próspero e conhecido como "a Pérola da África". Depois do seu mandato, Uganda entrou na mais absoluta falência.

Com o apoio do coronel Muammar al Gaddafi, conseguiu fugir para a Líbia, onde se mudou com algumas de suas esposas oficiais e dezenas de filhos. Mais tarde se mudou para o Iraque e em 1981 recebeu asilo político na Arábia Saudita.

O rei Faysal da Arábia Saudita foi seu protetor por mais de 20 anos

Quando o ditador faleceu em 2003, a imprensa internacional se referiu a Idi Amin como o "Hitler africano" ou "o presidente canibal". Os jornalistas que o conheceram durante o exílio disseram que ele não se arrependia de nada e que não queria falar sobre política, já que se interessava apenas por comida, boxe, mulheres e programas de televisão.

Dias antes de morrer foi internado em um hospital de propriedade do rei Faysal.

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