História de Eros (Cúpido), Deus do Amor

A literatura ou o cinema erótico, as abordagens de Freud sobre o amor e a sexualidade ou algumas imagens publicitárias têm em comum a presença da paixão sensual ou do erotismo. Para entendermos a origem deste conceito, devemos regressar à mitologia grega, mais especificamente ao Deus Eros.

A história de amor entre Eros e Psiquê

Segundo os relatos mitológicos, mais especialmente a Metamorfose de Apuleio, Psiquê era uma jovem bela e nobre cujo pai ocupava o trono de Anatólia. Sua beleza causava tanta admiração entre os homens que a Deusa Afrodite chegou a sentir inveja e desejo de vingança contra ela.

A Deusa Afrodite ordenou a seu filho Eros (Cúpido na mitologia romana) que lançasse uma flecha envenenada em Psiquê para que ela se apaixonasse por algum homem cruel e malvado. Quando Eros se encontrou com Psique ficou profundamente impressionado com sua beleza e decidiu raptá-la enquanto dormia.

Eros levou Psique para o Olimpo e como não queria que os outros deuses lhe punissem por desobedecer a Afrodite, começou a visitar às escondidas sua amada durante a noite, sem que ela conhecesse sua verdadeira identidade.

O amor apaixonado entre ambos foi mantido em segredo, assim, quando amanhecia Eros deixava o leito de amor após uma intensa noite de paixão. Certa noite, Psiquê disse a Eros que sentia saudades de suas irmãs e desejava vê-las. Quando encontrou suas irmãs, elas perguntaram sobre a identidade de seu amado e Psiquê não soube responder.

Assim que anoiteceu Psiquê acendeu uma vela enquanto Eros dormia, nesse momento uma gota de óleo fervente caiu sobre o seu rosto. Este acidente causou um profundo desconforto em Eros e o consequente arrependimento de Psiquê, que pediu a intervenção de Afrodite para recuperar o amor de Eros. Afrodite estava magoada e tomou a decisão de impor várias provas para que Psiquê recuperasse o amor do seu filho. Psiquê superou todas as dificuldades e finalmente pôde casar-se com Eros.

O simbolismo de Eros na cultura grega

Para os gregos da antiguidade, Eros era a representação do amor apaixonado. Nas criações artísticas aparecia como uma criança de asas que segurava em suas mãos um arco com flechas, um símbolo que expressa o impacto do amor na alma humana. Em algumas cidades gregas era realizadas competições de ginástica para homenagear o Deus Eros, as erotidias.

Duas interpretações sobre o amor erótico

Ao longo da história houve duas avaliações opostas sobre o amor erótico. Para uns, trata-se da expressão natural do desejo sexual e da paixão amorosa.

Para outros, as inclinações eróticas associadas ao amor estão baseadas no instinto e não na razão, por este motivo, produzem todo tipo de perturbação e decepção. Em outras palavras, o erótico é uma fonte de desejo e prazer, mas que em seu interior esconde um amargo veneno que leva ao sofrimento.

Imagem: Fotolia. Alexey Fedorenko

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