Biografia de Edgar Allan Poe

Os últimos dias do escritor se parecem com suas histórias de terror. Ele estava sozinho na cidade de Baltimore a caminho da Filadélfia, onde sua noiva Sarah lhe esperava para casar. Algumas pessoas que lhe reconheceram o encontraram completamente bêbado e inconsciente.

Decidiram levá-lo a um hospital, pois era incapaz de ficar de pé. Ali permaneceu delirando durante quatro dias, vendo seres imaginários nas paredes e dizendo coisas sem nenhum sentido. Não conseguiu recuperar-se e finalmente morreu aos 40 anos de idade.

Um gênio da literatura com um calcanhar de Aquiles que o levou à destruição

Nasceu na cidade de Boston em 1809. Seu pai saiu de casa e sua mãe morreu quando tinha dois anos de idade. Um comerciante chamado John Allan e sua esposa adotaram o pequeno Edgar. Aos 6 anos partiu para a Inglaterra com sua nova família. Segundo os biógrafos, seus pais lhe davam pão molhado em genebra para que a criança dormisse em paz. Em 1820 a família regressou aos Estados Unidos.

Quando entrou na Universidade da Virgínia, ainda adolescente, começou a consumir álcool como forma de diversão. Em 1827 teve um desentendimento com seu pai adotivo e abandonou a universidade para ir a Boston. Ali ingressou como soldado no exército dos Estados Unidos. Neste período apareceu seu primeiro livro "Tamerlán e outros poemas".

Em 1830 entrou na academia militar de West Point. Seu vício pela bebida foi aumentando e segundo seus próprios testemunhos bebia para enfrentar a profunda solidão de sua alma. Não é estranho que em 1831 foi expulso da academia militar. Neste mesmo ano publicou seu segundo livro de poemas.

Embora Poe desejasse ser um grande poeta, seus pequenos contos foram sempre bem aceitos pela crítica literária. As primeiras histórias apareceram em um jornal da Filadélfia e o conto "O manuscrito encontrado em uma garrafa" foi premiado em um concurso literário.

Aceitou um cargo de redator e a vida lhe parecia sorrir.

Em 1835 vivia com sua tia e a prima Virginia. Poe se apaixonou por Virgínia e no ano seguinte se casaram. A jovem tinha quatorze anos quando se casou

O diretor do jornal onde trabalhava confiava em seu talento literário, mas teve que demiti-lo porque a maior parte do dia se encontrava bêbado. Nos anos seguintes, trabalhou em vários jornais e em todos eles foi demitido por causa de seu irreprimível vício pela bebida.

Nos momentos em que se encontrava sereno mostrava outro lado, já que Poe era um homem engenhoso, com um grande encanto pessoal e muito sedutor com as mulheres.

No livro "Os crimes da rua Morgue" aparece a figura do detetive e para muitos historiadores da literatura a partir desta história inicia o romance policial.

Quando Poe se encontrava lúcido escrevia histórias magistrais, tais como "O coração delator", "O poço", "O gato negro" ou "O barril de Amontillado" (em suas obras aparecem referências ao álcool e muitos de seus personagens são indivíduos atormentados). Seus amigos tentaram ajudá-lo várias vezes, mas Poe não se deixou ajudar. O escritor iniciou novos caminhos pela literatura, mas nunca encontrou um caminho para sua própria vida.


Fotolia para Biografía.PT Mario

Em 1842 Virginia vomitou sangue, sendo este o primeiro sintoma de tuberculose

A doença de sua esposa não lhe separou do álcool e Poe continuou bebendo e acumulando dívidas devido à instabilidade no trabalho. Depois de cinco anos doente, Virginia morreu e o escritor continuou seu caminho de destruição. Deve-se destacar que além de sua inclinação ao álcool era viciado em estimulantes e ópio.

Em 1849, reencontrou-se com um antigo amor da adolescência: Sarah. Fizeram planos de casamento e finalmente Poe pediu ajuda a uma associação dedicada à recuperação de alcoólatras. Aparentemente tudo indicava que começaria uma nova vida. No entanto, nos últimos dias de setembro de 1849, as coisas se distorceram e o escritor começou sua última viagem. Aqueles que o atenderam no hospital contaram que num momento de lucidez o escritor encomendou sua alma a Deus.

O túmulo do escritor é um lugar de culto para seus admiradores

O túmulo de Edgar Allan Poe, em Baltimore, é visitado por uma legião de admiradores. Um deles deixou durante sete décadas uma garrafa de conhaque e algumas rosas no dia do nascimento do escritor.

Sua influência na literatura é mais do que evidente. Seu estilo narrativo tem sido elogiado pelos grandes nomes da literatura universal, como Mark Twain, Jules Verne, Herman Melville e Lovecraft. A idolatria pelo escritor também está presente na música, no cinema e na pintura.

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