Biografia de Dorothea Orem

O mundo da medicina sempre foi um lugar de reconhecimento, principalmente para os homens. Mas muitas vezes esquecemos o importante papel desempenhado pelas enfermeiras, pois são elas que conhecem e cuidam de maneira constante dos doentes. O caso de Dorothea Orem é significativo, uma vez que esta enfermeira de origem norte-americana criou seu próprio método de ação, que tinha como objetivo reassegurar o processo de cura da pessoa.

Um início humilde e que pouco se sabe

Dorothea Orem nasceu no ano 1914, na cidade de Baltimore, nos Estados Unidos. Pouco se sabe sobre suas origens, o único fato que nos chega de sua infância é que foi educada em um colégio de freiras chamado Filhas da Caridade de São Vicente. Ali terminou seus estudos em 1930 e em seguida conectou este título com o estudo de enfermagem que prontamente lhe havia chamado à atenção, especialmente como método de dar sossego àqueles que mais sofriam.

Na década de 1950, mais especificamente em 1956, recebeu seu título de enfermeira na escola de enfermagem de Providence, localizada em Washington D.C. Desde então, dedicou sua carreira profissional a ajudar pacientes e doentes de todos os tipos em diferentes áreas, o que lhe permitiu trabalhar tanto com crianças quanto com adultos.

Trabalhou no Hospital Providence de Detroit, onde chegou a ocupar o cargo de diretora de enfermagem. Neste enorme e antigo edifício, Dorothea lentamente começou a ser reconhecida tanto por seu talento como pela mentalidade prática que desenvolveu para melhorar a cura de seus pacientes.

Método Orem: sua grande contribuição para a enfermagem

Dorothea foi sempre uma mulher dedicada à sua profissão e ao seu trabalho. Tanto que a prática cotidiana da enfermagem a levou definir uma teoria sobre esta profissão e que hoje em dia é conhecida como "Método Orem" ou "Teoria do déficit de autocuidado". Neste conjunto de ideias, Orem estabeleceu a importância de que o processo de recuperação do paciente fosse realizado tanto pela enfermeira como pelo próprio paciente. Neste sentido, o termo autocuidado foi essencial, já que Dorothea acreditava firmemente na importância de contar com a contribuição direta do paciente em seu cuidado.

Isto era especialmente importante em estágios de reabilitação e inclusive na prevenção de outras condições possivelmente associadas à doença ou a complicações maiores de saúde. Orem entendia que a enfermagem deveria tornar-se um sistema integral de trabalho que contasse com a contribuição do próprio paciente. O que devia destacar, para Dorothea, era a responsabilidade.

Orem morreu em 2007 no estado da Geórgia, nos Estados Unidos. Passou os últimos anos de sua vida dando palestras, exposições e participando de congressos sobre sua contribuição para a história da enfermagem.

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