Biografia de Cleópatra (69 a.C. - 30 a.C.)

O arquétipo de mulher fatal é mundialmente conhecido e tão antigo como a própria condição feminina. Como norma geral, são mulheres atrativas, inteligentes e sem escrúpulos. Com seus encantos e habilidades sabem como manipular os homens para atingir seus objetivos pessoais. No mundo antigo havia duas mulheres que representavam este modelo feminino: Dalila e Cleópatra.

A primeira foi contratada pelos filisteus para descobrir de onde vinha a descomunal força de Sansão. A segunda foi a última rainha da dinastia ptolemaica, no Egito, durante o século I a. C. Sua história segue sendo lembrada dois mil anos depois, pois conta com ingredientes perfeitos: sexo, paixão e astúcia.

Os historiadores romanos propagaram uma imagem perversa da rainha egípcia

Os vencedores têm a oportunidade de escrever a história a sua conveniência. Esta máxima se encaixa perfeitamente na figura de Cleópatra. O historiador romano Plutarco apresentou a rainha egípcia como uma mulher cruel, astuta e depravada, mas a reconheceu com um magnetismo pessoal evidente. Em seus textos a descreve como uma mulher não atraente especialmente, mas muito culta e sedutora.

Como o Egito se encontrava sob o domínio romano, Cleópatra teve que empregar-se a fundo para não perder sua cota de poder. Primeiro seduziu Júlio César e teve um filho com ele. Após a trágica morte de Julio César conseguiu atrair um dos homens mais importantes de Roma, Marco Antonio. Ambos mantiveram um dos romances mais conhecidos de toda a história.

Quando o poderoso Octavio Augusto soube que Marco Antonio havia mudado seu testamento para favorecer sua amante, enviou tropas do exército para derrotar as legiões de Marco Antonio.

O final da história é conhecido por todos

Marco Antonio foi enganado para que acreditasse que sua amada havia cometido suicídio e terminou sua vida com sua própria espada. A rainha egípcia, sem apoio político e aos 39 anos, acabou com sua vida deixando ser mordida por uma cobra venenosa.

Cleópatra e Marco Antonio foram enterrados juntos, mas seu túmulo nunca foi encontrado.

Dois mil anos depois

Não há nenhuma informação conclusiva sobre sua autêntica aparência física, mas é evidente que tinha uma personalidade magnética e envolvente. Afirma-se que possuía conhecimentos sobre astronomia, matemática e medicina, além de falar várias línguas.

Manipulava as técnicas da maquiagem e do cuidado pessoal. No plano político teve a capacidade de governar seu reinado em uma situação de grande complexidade.

Dois mil anos após sua morte, seu carisma não desapareceu. A figura de Cleópatra continua seduzindo, mas agora os historiadores, romancistas e cineastas.

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