Biografia de Carlos Gardel

O tango argentino é conhecido internacionalmente. Esta honraria tem um responsável: Carlos Gardel (1890-1935). Não se sabe absolutamente onde nasceu, pois sobre ele há três versões diferentes: a francesa, a uruguaia e a argentina. Em todos os casos, foi criado em Buenos Aires por sua mãe francesa em um bairro de imigrantes, mais especificamente na rua Corrientes. A versão mais aceitada pelos historiadores localiza seu nasceu na cidade de Toulouse.

Infância, grandes êxitos e legado

Passou seus primeiros anos junto ao agitado mercado de Abasto em um ambiente de imigrantes procedentes da Europa. Nestas ruas e bordeis escutou os primeiros tangos. Berta, sua mãe, trabalhava como passadeira para manter seu único filho.

Gardel começou a cantar em festas privadas, sendo praticamente uma criança. Aos 16 anos começou a cantar em bares noturnos em troca do jantar. Naqueles anos era conhecido por vários nomes artísticos: “o Francesinho”, “o Moreno do Abasto” e “o Sabiá”.

Depois de um encontro casual com um artista uruguaio, José Razzano, iniciou sua trajetória profissional. Gardel e Razzano formaram um dueto de muito êxito por volta de 1913 nos casas noturnas de Buenos Aires. Em 1915, um marginal lhe disparou um tiro, mas nunca foi revelado o verdadeiro motivo da agressão (os médicos não extraíram a bala que permaneceu em seu corpo por toda a vida).

Seu primeiro disco importante “Minha triste noite”, saiu ao mercado em 1917 e se transformou em sucesso popular porque as músicas eram cantadas com gíria portenha

Segundo os especialistas, o tango de Gardel era milongado e com um traço musical de barítono. Os grandes compositores argentinos começaram a escrever tangos pensando na interpretação de Gardel. O tango cantado foi um grande furor para os portenhos da década de 1920. Em 1921 já era uma estrela internacional. Foi aclamado nos palcos de Paris, Nova York e Madri.

Sua imagem representa a perfeição ao espírito do tango: cabelo preto e perfeitamente penteado para trás, sorriso permanente e traje impecável. Suas canções são hinos nacionais, pois todo argentino já escutou alguma vez “Mi Buenos Aires querido”, “El día que me quieras” ou “Adiós muchachos”.

Além de suas mais de 800 canções, atuou em filmes de Hollywood no cinema mudo e sonoro. Apenas outro mito de sua época lhe ultrapassou, Rodolfo Valentino. Suas canções foram patrimônio de ricos e pobres.

Em março de 1935 começou seu último giro. Morreu em um acidente de avião na cidade colombiana de Medelín (faleceram 17 passageiros e houve três sobreviventes). A última canção que interpretou foi “Tomo y obligo”.

Em seu funeral, em Buenos Aires, reuniu uma multidão jamais vista na Argentina. Mais de oitenta nos depois de sua morte Gardel continua sendo uma referência do arquétipo portenho.

Uma pincelada pessoal do homem que tinha uma lágrima na garganta

Em sua vida pessoal era muito apegado a sua mãe e quando sua renda se viu aumentar, dona Berta deixou de trabalhar como passadeira e os dois se mudaram para uma casa próximo ao bairro de sua infância.

Teve problemas de sobrepeso e por este motivo entrou em uma academia para melhorar sua aparência.

Durante doze anos manteve uma relação sentimental com uma moça uruguaia, Isabel Del Valle.

Entre suas diversões favoritas se destacam o futebol e, especialmente, as corridas de cavalo. Mantinha grande amizade com um dos jockeys mais importantes da época, Irineo Leguizamo.

Em Hollywood conquistou algumas vitórias importantes, embora sua dificuldade com o inglês lhe impedisse de tornar-se uma autêntica estrela do cinema.

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