Biografia de Bertrand Russell

Da mesma forma que Aristóteles no mundo antigo, Bertrand Russell foi um grande pensador. Este galês de origem aristocrática nasceu em 1872, época em que a sociedade era guiada por padrões morais extremamente rígidos. Quando morreu, em 1970, o mundo estava em plena revolução sexual e buscando novos horizontes.

Dedicou-se à matemática e, junto com seu discípulo Wittgenstein, é conhecido como o pai da filosofia analítica (para Russell as afirmações filosóficas são reduzidas à linguagem da matemática).

Ao longo de sua trajetória intelectual foi um incansável pesquisador de novos princípios na área da ética, na teoria do conhecimento e na filosofia da linguagem.

Um aristocrata comprometido com a humanidade

Mesmo lecionando no colégio Trinity de Cambridge, além de dar palestras e cursos em outras universidades, Bertrand Russell não deixou de intervir diretamente em todo tipo de polêmicas. Em sua juventude apoiou as sufragistas britânicas em sua luta pelo voto feminino. Durante a Primeira Guerra Mundial permaneceu preso durante alguns meses devido as suas ideias pacifistas.

Em 1920, viajou à Rússia para conhecer em primeira mão os efeitos da Revolução Bolchevique e entendeu que o comunismo iria se transformar em uma nova religião do século XX.

Nos anos 30 foi especialmente crítico com o casamento convencional e com os tabus sexuais. Neste sentido, suas ideias eram contrárias, pois defendia o casamento inter-racial, o divórcio e o controle de natalidade.

Na área pedagógica rejeitou a igualdade do sistema educativo e propôs um modelo de formação baseado na liberdade, tolerância e criatividade. Junto de sua segunda esposa (Russell se casou 4 vezes), fundou uma escola infantil para colocar em prática seus projetos educativos.

Na Segunda Guerra Mundial matizou seus ideais pacifistas ao entender que o nazismo deveria ser combatido

Opôs-se a qualquer procedimento fanático, pois era político e religioso (criticou os bolcheviques, o Islã e a Igreja Católica). Da mesma forma que Einsten censurou duramente o uso de armas nucleares e defendeu a necessidade de um governo mundial para garantir a paz.

Aos 89 anos foi preso por participar de manifestações a favor da paz mundial e durante sua campanha contra a Guerra do Vietnam impulsionou o “Tribunal Internacional sobre Crimes de Guerra”, mais conhecido como Tribunal Russell. Em 1950, sua trajetória foi premiada com o Prêmio Nobel de Literatura.

Em sua “Autobiografia” o filósofo lembrou que sua vida foi guiada por três princípios fundamentais: a busca pelo conhecimento, o amor e a compaixão para aqueles que sofrem.

A arte de ser feliz

Em sua obra “A conquista da felicidade” Russell aborda duas questões fundamentais: o que provoca a infelicidade e o que nos pode fazer mais felizes. Para o filósofo damos extrema importância ao sucesso e aos bens materiais.

O prazer pode ser obtido em situações bem simples, como numa boa conversa, na observação da natureza ou num passeio com a pessoa amada.

Apresentou uma receita interessante para aproximarmos de uma vida plena e feliz: suportar o aborrecimento, evitar a raiva, cultivar a sabedoria e cuidar do amor.

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