Biografia de Aristóteles

O termo polímata que descreve um indivíduo que domina muitas ciências se encaixa perfeitamente a Aristóteles. Este filósofo grego do século IV a. C não só construiu um modelo de pensamento e determinou o rumo das principais disciplinas científicas, como também se tornou a grande referência intelectual dos teólogos medievais do cristianismo e do islã.

A obra aristotélica abrange todos os tipos de áreas: biologia, lógica, poesia, política, física ou filosofia. Não é de estranhar que os grandes pensadores medievais se referem a Aristóteles como o professor daqueles que sabem.

Nasceu em Estagira, uma cidade integrada ao império macedônio. Seu pai foi médico da corte imperial e amigo pessoal de Amintas III (pai de Filipe II e avô de Alexandre o Grande). É bem provável que quando criança acompanhara seu pai em sua atividade profissional como médico. Seguramente este aprendizado teve influência decisiva em suas pesquisas biológicas posteriores.

Na Academia de Platão

Aos 17 anos chegou a Atenas e se tornou discípulo da Academia de Platão, onde permaneceu por vinte anos. Naquela época, a Academia e a escola de Isócrates eram os dois centros de ensino superior em Atenas.

Nos primeiros anos foi um platônico a mais, mas com o tempo se distanciou filosoficamente de seu professor e estabeleceu sua própria escola, o Liceu. Enquanto a Academia estava focada na matemática e na especulação teórica, o Liceu tratava de assuntos com uma abordagem empírica (na escola aristotélica eras abordadas as questões científicas e as questões políticas eram tratadas com uma abordagem puramente teórica para evitar possíveis ataques dos antimacedônicos atenienses).

Teve problemas devido à sua origem macedônica

Embora Aristóteles fosse um homem admirado e respeitado em Atenas, não deixava de ser um estrangeiro. Sua situação pessoal começou a complicar-se quando os macedônios expressaram sua vontade de ocupar a cidade de Atenas. Para evitar possíveis represálias dos exaltados atenienses, o filósofo decidiu exilar-se.

Por cinco anos viveu em Asos e em seguida foi para Mitilene e Lesbos. Durante sua fase longe de Atenas, continuou com suas pesquisas em colaboração ao seu discípulo predileto, o filósofo Teofrasto. Nessa época, casou-se com Pitias e junto dela investigou sobre o desenvolvimento embrionário dos animais. Quando sua esposa morreu, Aristóteles se uniu sentimentalmente com Herpillis, uma antiga governanta de Pitias.

Sua relação com Alexandre Magno e o testamento do filósofo

Não se sabe com certeza quais foram os ensinamentos que Alexandre recebeu do filósofo e sobre este assunto existem diferentes versões entre os historiadores da filosofia. Dizem que Aristóteles lhe apresentou o conhecimento dos astros, assim como as questões de retórica e política. Afirma-se também que Alexandre não deu atenção especial às lições de seu professor.

O filósofo morreu aos 62 anos, provavelmente por uma doença no estômago.

Em seu testamento deixou indicações que manifestam sua generosidade e espírito bondoso (entre outros assuntos, prometeu a liberdade de seus escravos e garantiu o bem-estar econômico de seus entes queridos).

Arte Fotolia: Harisvithoulkas

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