Biografia de Al Capone

Entre os bandidos do século XX há um que se destaca em relação aos demais, Al Capone. Sua trajetória como mafioso inspirou todo tipo de lenda, livros e filmes. Quando os turistas visitam a penitenciária de Alcatraz em São Francisco podem observar as fotos desse gângster e de seus companheiros de prisão.

O mafioso mais famoso dos anos 20 e 30

Seus pais eram nativos de Nápoles, mas em 1893, imigraram para o Brooklyn. Ali, em 1899, nasceu Alphonse Gabriel Capone, mais conhecido por seu apelido Al. Sua vida criminosa começou aos 12 anos depois de abandonar o colégio. Após trabalhar em um boliche e em uma loja de doces se juntou ao bando do gangster Frankie Yale e trabalhou para ele como garçom e guarda-costas. Em uma briga de rua recebeu um corte no rosto e desde então foi conhecido por seu apelido “cara-cortada”.

Casou-se aos 19 anos com uma moça irlandesa e tiveram um filho. Como se metia em muitas confusões, seu chefe lhe mandou para Chicago em 1919. Ali trabalhou para outro chefe do crime organizado, Johnny Torrio. Começou a dedicar-se ao setor de apostas clandestinas e à prostituição. Porém, o grande negócio estava na venda ilegal de álcool, pois nos Estados Unidos havia sido implantado a Lei Seca.

Tornou-se chefe do bando e entre 1925 e 1930 acumulou uma fortuna de milhões de dólares.

Para manter-se no poder teve que se impor sobre os outros gângsteres (de acordo com todas as investigações o Massacre de São Valentim foi ordenado por Al Capone). Para driblar a ação da justiça organizou um sistema de suborno aos membros da polícia.

O governo não sabia como acabar com suas atividades mafiosas. Em 1931, o ilustre agente Elliot Ness e seu grupo de “Intocáveis” conseguiram infiltrar-se nos jogos ilegais e na evasão de impostos. Foi condenado a 10 anos de prisão, mas mesmo assim mantinha seus negócios dentro do cárcere. Devido a isso, Capone foi transferido a uma prisão de segurança máxima na ilha de Alcatraz.

Seu império mafioso começou a enfraquecer por dois motivos: a abolição da Lei Seca e os primeiros sintomas de uma demência provocada seguramente pela sífilis.

Em 1939 foi libertado após 8 anos de reclusão. Al Capone se encontrava doente, com a mente deteriorada e arruinado. Morreu 8 anos depois em Miami. Foi encontrado morto numa banheira.

Um mafioso com espírito filantropo

Sua condição de gangster não lhe impediu de colocar em funcionamento vários restaurantes sociais na cidade de Chicago para atender aos mais necessitados durante a Grande Depressão.

Tornou-se um mafioso clássico, querido e admirado pelo povo (calcula-se que em 1930 proporcionou trabalho a mais de 5000 pessoas).

Capone comprou uma máquina processadora de leite e pela primeira vez as garrafas introduziam a data de validade para evitar possíveis problemas de saúde. O leite fabricado por Capone era enviado às escolas para alimentar as crianças.

Do ponto de vista humano, na maioria de sua biografia está descrito como um bom marido e um pai exemplar.

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