História de Afrodite

Sua imagem, igual a Helena de Tróia, tem sido associada à beleza, já que não em vão que é considerada a deusa grega da beleza, assim como do amor, do desejo, do sexo, da luxúria e, até mesmo, da reprodução, de tudo aquilo que tem a ver direta ou indiretamente com a sensualidade.

Afrodite é uma espécie de "filha indireta" de Urano, pois nasceu do esperma deste deus quando foi castrado por Cronos e seus testículos lançados ao mar

Nasce, portanto, do mar, como representada no ilustre quadro de Botticelli, no século XV, onde se vê a bela Afrodite sendo retirada do mar dentro de uma concha de ostra, cobrindo suas partes íntimas com as mãos enquanto era recebida por outras divindades.

Os romanos, que herdaram sua mitologia dos gregos, conheciam Afrodite como Vênus, sendo seu perfil de deusa comparável a outras divindades de diversas religiões mais antigas, uma vez que todas observavam os prazeres da carne em sua teologia, portanto, tinham a correspondente divindade dedicada aos rituais de caráter sexual.

No caso de Afrodite, estes rituais incluíam a prostituição, uma prática que como outras religiões antigas também era celebrada em certos lugares, como na Babilônia.

Eros, filho de Afrodite e conhecido como Cupido pelos romanos, era o encarregado de fazer os humanos namorar

Curiosamente, Eros era o resultado de um dos casos extraconjugais de Afrodite com Ares (o oposto deus da guerra), e que nos deixa um contraste impressionante entre o amor e o ódio que transpiravam nos conflitos armados.

Em um dos episódios de sua vida, Afrodite se enche de raiva contra Psique, uma jovem humana muito bonita da qual Eros se apaixona. Afrodite coloca várias provas para Psique como condição de permitir a relação entre ambos: provas que são insuperáveis para um simples mortal.

Mas por ser um amor puro e sincero, Psique recebe a ajuda de vários deuses. Ao ver que Psique ama Eros realmente de forma sincera e desinteressada, Afrodite aprova o relacionamento. Mais tarde, Zeus tornaria Psique um imortal para que o mesmo pudesse passar toda a eternidade com sua amado.

Afrodite foi oferecida para casar com Hefesto, o ferreiro dos deuses, este que era caracterizado por ser muito feio e por sua deformidade.

Foi um casamento infeliz. Ele a amava e a adorava, já ela o desprezava e enganava com o deus da guerra, Ares, até que um dia Hefesto soube do relacionamento e pegou os dois amantes em flagrante.

Afrodite também manteve relação com o jovem Adônis, um mortal de grande beleza

Adônis era filho de Mirra com seu próprio pai, fruto de uma atração despertada pelo próprio Adônis em vingança a Mirra por ter afirmado que ela era tão bonita ou até mais que Afrodite.

Como em todas as relações entre deuses e humanos, é possível que Afrodite tenha mantido um romance com Adônis, embora neste caso haja versões diferentes.

Afrodite também teve um papel na Guerra de Tróia: ajudou as tropas troianas, uma vez que era venerada na cidade asiática.

A mitologia nos diz que Afrodite foi responsável por Helena apaixonar-se por Paris, levando ao rapto da primeira e ocasionando um conflito armado mítico.

Enéias, outro herói troiano, era filho de Afrodite, fruto do seu caso de amor com Anquises. Tanto ele como Paris tiveram sua proteção durante a guerra.

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